Com uma produção total de 31,5 milhões de toneladas em 2024, o Brasil reafirma sua posição como um dos maiores produtores e exportadores de carne do mundo. A carne bovina, com 10,91 milhões de toneladas, lidera essa cadeia, apesar da previsão de leve retração para 2025, conforme dados da Conab. Essa evolução está diretamente conectada à inovação, sustentabilidade e eficiência das indústrias brasileiras.
A pecuária nacional movimenta trilhões de reais em toda a cadeia, desde insumos até a exportação. O destaque global, no entanto, exige mais do que volume. Exige rastreabilidade, conformidade sanitária, responsabilidade ambiental e logística eficiente.
Números que mostram a força do Brasil na carne bovina
Com mais de 234 milhões de cabeças de gado, o Brasil possui o maior rebanho bovino do planeta. Esse volume garante a liderança nas exportações e uma presença consolidada em mais de 150 mercados internacionais. Em 2023, a cadeia da carne bovina representou 8,2% do PIB nacional, com movimentação de R$ 550 bilhões em toda a cadeia.
A exportação de carne bovina in natura, liderada pela China, representou 85% do total exportado. Mesmo com queda de preços médios, o Brasil se destaca como fornecedor da “carne ingrediente”, muito demandada por indústrias alimentícias globais. A tendência é de crescimento de 10,17% na produção até 2034.
Para entender como fatores externos influenciam esse mercado, veja o artigo O impacto das tarifas nas exportações de carne bovina brasileira.
Suinocultura brasileira em ritmo de expansão
A produção de carne suína também registrou avanço, com 57,86 milhões de cabeças abatidas em 2024, um crescimento de 1,2% em relação ao ano anterior. Para 2025, espera-se aumento de 2,2% na produção, alcançando 4,6 milhões de toneladas. O Brasil é hoje um dos principais exportadores globais, e deve ser o único a registrar crescimento nas exportações entre os cinco maiores players mundiais.
Esse cenário mostra o potencial de internacionalização da suinocultura nacional. E para se destacar, é fundamental investir em tecnologias, certificações e boas práticas.
Avicultura: um pilar do agronegócio brasileiro
Com previsão de 15,6 milhões de toneladas em 2025, a carne de frango é uma das maiores forças do agronegócio nacional. A estimativa é que o consumo per capita alcance 46,6 kg/ano.
Com exportações de 5,3 milhões de toneladas, o setor mostra maturidade produtiva e capacidade de atendimento a mercados exigentes. A alteração da NCM de pedaços de frango congelado também deve impactar positivamente a competitividade.
Sustentabilidade como diferencial competitivo
Com a COP30 se aproximando e novas pressões regulatórias, o Brasil precisa acelerar o cumprimento de metas ESG. Já existem iniciativas importantes na cadeia da carne bovina:
- Rastreabilidade para evitar fornecedores com desmatamento ilegal;
- Manejo de pastagens que reduzem emissões de gases de efeito estufa;
- Critérios socioambientais na compra de insumos e seleção de fornecedores.
Esse é um dos pilares discutidos no artigo Embalagens tecnológicas e sustentáveis: o futuro da indústria alimentícia, que trata da responsabilidade ambiental como parte da competitividade.
Inovação e tecnologias no centro da transformação
A biotecnologia e a digitalização vão redefinir a produção de carne no Brasil. Os principais vetores de mudança para os próximos 20 anos são:
- Produtos biológicos que reduzem contaminação e aumentam a segurança alimentar;
- Melhoramento genético de rebanhos;
- Processos industriais automatizados e frigoríficos mais sustentáveis;
- Exigência crescente por bem-estar animal;
- Diferenciação e valorização de cortes premium.
Esses elementos apontam para um setor mais conectado, inteligente e orientado por dados. A distribuição tende a ser mais direta e digitalizada, com menos intermediários.
Quer saber como a indústria está se adaptando? Leia sobre as Tendências da indústria da carne em 2025.
Embalagens técnicas e seguras como aliadas da carne fresca
Para atender a mercados exigentes e garantir qualidade em toda a cadeia, a escolha da embalagem é estratégica. Soluções como as embalagens P260 para carne com osso e Q27 para carne fresca são projetadas para proteger, conservar e valorizar o produto.
Essas tecnologias preservam textura, cor e sabor, aumentando a vida útil e fortalecendo a imagem da marca nos pontos de venda.



