O crescimento dos stand-up pouches no mercado brasileiro

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O crescimento dos stand-up pouches no mercado brasileiro

Os stand-up pouches (SUPs), embalagens flexíveis com base que lhes permite permanecer em pé, estão ganhando cada vez mais relevância no cenário brasileiro. Essa tendência reflete não apenas mudanças no consumo, mas também a busca por inovação, conveniência e eficiência logística.

Inicialmente presentes em nichos específicos, os SUPs foram incorporados a categorias variadas — de alimentos para bebês e molhos a rações para pets e produtos de limpeza. Hoje, seu uso se expande para segmentos estratégicos que buscam apelo visual nas gôndolas e redução de custos de transporte.

A Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (ABIEF) desempenha papel importante nesse avanço, promovendo pesquisa, investimento e suporte tecnológico para que o setor nacional se aproxime de padrões internacionais.

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Comparação entre Brasil e Ásia: diferentes ritmos de adoção

Apesar da evolução no Brasil, o país ainda está distante da escala e diversidade observadas na Ásia, epicentro da produção e inovação em embalagens flexíveis.

Na China, Índia e Japão, os SUPs são amplamente aplicados em alimentos processados, bebidas, cosméticos e até produtos farmacêuticos, combinando designs complexos com tecnologias avançadas de barreira. Essa expansão é explicada por fatores como alta densidade populacional, urbanização acelerada e o hábito de consumir produtos em porções individuais.

Com cadeias de suprimentos robustas e produção em larga escala, a indústria asiática consegue entregar soluções mais baratas, diversificadas e tecnológicas.

O Brasil, por sua vez, busca adaptar essas referências internacionais à sua realidade, priorizando qualidade, redução de custos logísticos e avanços em sustentabilidade.

As principais vantagens dos stand-up pouches

Por utilizarem menos material plástico em sua produção, os SUPs tendem a ser mais econômicos do que embalagens rígidas. Além disso, sua leveza e flexibilidade reduzem os custos com transporte e armazenamento.

Em logística, o impacto é expressivo: um caminhão pode carregar um número muito maior de SUPs vazios em comparação com embalagens rígidas, gerando uma menor pegada de carbono e otimizando a cadeia de distribuição.

Conveniência e apelo visual

Outro diferencial é o design prático e atraente, com ampla área para impressão e personalização. Isso favorece o destaque da marca nas prateleiras e melhora a experiência do consumidor, que encontra sistemas de abertura e fechamento simples, como zíperes e bicos dosadores.

Confira: Personalização das embalagens: o futuro da inovação no mercado de alimentos e bebidas

Redução do desperdício de produto

O formato dos SUPs possibilita ao consumidor utilizar quase 100% do conteúdo, ao contrário de algumas embalagens rígidas que retêm resíduos. Esse fator contribui para a diminuição do desperdício alimentar e se conecta às metas de sustentabilidade de diversas marcas.

Os desafios: reciclabilidade e percepção de valor

Apesar das vantagens, os desafios de sustentabilidade ainda limitam a consolidação plena dos stand-up pouches no Brasil.

Reciclagem complexa

A principal barreira é a reciclabilidade. Por serem compostos, em muitos casos, por estruturas multicamadas (PET, PE, PP, nylon e até alumínio), os SUPs apresentam baixa taxa de reciclagem. A separação desses materiais ainda é cara e pouco eficiente com as tecnologias disponíveis no país.

A indústria, no entanto, já trabalha em alternativas como embalagens monomaterial, que facilitam o processo de reaproveitamento sem comprometer as propriedades de barreira.

Comparação com vidro e metal

Outro ponto é a barreira de proteção: embora avançados, os SUPs ainda não atingem a mesma resistência contra luz, oxigênio e umidade oferecida por vidro e metal, sobretudo em produtos de maior sensibilidade.

Percepção do consumidor

No varejo premium e em segmentos de luxo, a preferência por embalagens rígidas persiste. Isso porque o consumidor tende a associar vidro ou metal a maior valor agregado. O SUP, portanto, ainda enfrenta um desafio de percepção de qualidade em determinados mercados.

O papel da inovação na transformação do setor

O futuro dos stand-up pouches no Brasil dependerá da capacidade de inovação e da busca por embalagens cada vez mais sustentáveis. Investimentos em novos filmes barreira, mono materiais e tecnologias de impressão já estão em curso.

Além disso, há um movimento crescente de marcas que buscam alinhamento com a agenda ESG, o que inclui reduzir o impacto ambiental de suas embalagens e comunicar transparência ao consumidor.

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Stand-up pouches como tendência global e oportunidade brasileira

Enquanto a Ásia lidera a escala de produção, o Brasil tem no SUP uma oportunidade de fortalecer sua indústria de embalagens flexíveis e ampliar a competitividade internacional.

Empresas locais que investirem em design diferenciado, soluções logísticas inteligentes e reciclagem eficiente poderão não apenas conquistar o mercado interno, mas também expandir para mercados externos cada vez mais exigentes.

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Perspectivas para o futuro

Os stand-up pouches estão se consolidando como protagonistas da transição para embalagens mais leves, práticas e sustentáveis. O próximo passo será garantir que sua expansão seja acompanhada por soluções de reciclabilidade e comunicação clara ao consumidor, evitando contradições entre conveniência e responsabilidade ambiental.

Nesse contexto, o Brasil encontra-se em uma posição estratégica: aprender com a Ásia, adaptar as melhores práticas e investir em tecnologia que una competitividade, apelo de marca e sustentabilidade.

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